quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Pretensão e água benta

Quando vivi em Portugal, nos anos 90, fiz muitos amigos. Entre eles, o Camané, apelido de Carlos Manuel Borges, jornalista e assessor político do até então presidente Ramalho Eanes. Foi diretor de um semanário em Macau, ocasião em que colaborei com crônicas enviadas do Brasil.
O Camané faleceu ainda jovem, vítima de infecção hospitalar pós operatória. Homem de muitas virtudes, o Camané era bastante criticado pelo comportamento egoísta que por vezes apresentava. Em particular às refeições, onde era o primeiro a se servir e a escolher os melhores nacos e pedaços dos pratos servidos, sem cerimônias. Certa vez, ele foi criticado e questionado pela mulher de um amigo comum e sua resposta foi simples: disse que fora educado na companhia de outros dez irmãos e que desde cedo teve que aprender a se virar, em particular durante as refeições. Embora simplória e até certo ponto injustificável, ainda que verdadeira, a explicação penso que convenceu pelo menos aos seus amigos mais próximos. E suas outras virtudes superavam essa, digamos, pequena mazela.
Essas lembranças e reflexões vêm a propósito de um fenômeno que acontece no Brasil nos últimos anos, notadamente nos últimos quatro ou cinco. Nos dias que correm, é comum ouvir-se em certas rodas ou grupos sociais as mais variadas críticas ao governo do presidente Lula. Em geral de pessoas bem nutridas, bem vestidas, com todos os dentes na boca, carros do ano, com títulos acadêmicos e ações na Bolsa de Valores, donos de terras griladas em São Paulo ou no Mato Grosso, frequentadores de Paris, Miami e Buenos Aires e que insistem em apontar e debochar do “jequismo” do presidente e sua mulher, da sua falta de preparo, das irregularidades, do oportunismo e da corrupção do seu governo, do assalto aos cofres públicos por aqueles que nunca tiveram nada... E por aí afora.
Esquecem-se, esses praticantes e defensores da moralidade pátria, do extremado egoísmo e da cultura neoliberal de que sentem saudades, que o Brasil, graças, sobretudo aos últimos oito anos de governo do presidente Lula, se transformou na casa dos dez irmãos do Camané. Muitos têm que defender o seu pão de cada dia, outros tantos ganharam – pela primeira vez em 500 anos – a oportunidade de se defenderem à mesa ou fora dela, com empregos, bolsa família, Prouni, crédito mais em conta, luz e vaso sanitário no lugar da fossa. Os juros bancários caíram de 27% ao ano (governo FHC) a 8,5% ao ano no atual governo, o país saldou a sua até então eterna dívida com os credores internacionais e hoje empresta dinheiro ao FMI.
Contudo, a arte de falar mal faz parte da nossa cultura. Disso é prova o cantor Caetano Veloso que em recente entrevista ao Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo disse, entre outras bobagens, que Lula é analfabeto e tem uma linguagem grosseira. Ou da atriz (?) Maitê Proença, a dizer bobagens e desfilar seu preconceito sobre o Portugal do Camané num desses programetes metidos a eruditos e inteligentes. Argumentos falaciosos de parte de uma elite branca, alguns até de sobrenomes estrangeirados, cujos pais e avós foram bem recebidos nessa terra encantadora, frustrados com a grande aceitação e o reconhecimento do atual Brasil no concerto das nações. País que ultrapassou a crise financeira mundial com uma estratégia adequada à superação de inúmeros problemas, sendo o desemprego o fortalecimento do mercado interno os principais deles.
Mas quem, por acaso e paciência, conseguiu ler até à última página o livro ‘Verdade Tropical’ (a que já chamei de ‘Vaidade Tropical’) não se surpreende mais com estes ataques elitistas do filósofo baiano da contemporânea escola sofista do Leblon e dos Jardins e que teve o desplante de dividir a cultura brasileira em antes e depois de Caetano Veloso (leia-se no tal livro a sua explicação sobre o tropicalismo). Quanta arrogância e quanta inveja e frustração ao mesmo tempo!
Fico aqui pensando se quando o Caetano vai dormir, ele não fica ali se imaginando no mesmo panteão de Machado de Assis, Mário de Andrade, Di Cavalcanti, Carlos Gomes, Joaquim Nabuco. Ou a Maitê, sonhando em ser Cacilda Becker, Fernanda Torres, Madame Morineau, Miriam Muniz. Afinal, pretensão e água benta não fazem mal a ninguém. Sinto mais simpatias pela transparência e pela frontalidade do Camané ao falar do seu egoísmo aos seus críticos...

Izaías Almada é colunista do blogue Rodapé e autor, entre outros, do livro ‘Teatro de Arena: uma estética de resistência’, Editora Boitempo

De Nazaré da Mata, BifVrcação

O amigo pernambucano J.C David, dos primeiros leitores deste blogue, enviou o curta que fez como trabalho da faculdade, intitulado BifVrcação, gravado em Nazaré da Mata, com duração de quatro minutos e pouquinho. A sinopse diz: “O curta mostra um agitado dia na vida de Pablo, uma pessoa que vive à margem da lei, e se utiliza de peculiar código de ética pessoal para resolver seus problemas, sempre colocando seu interesse a frente de qualquer coisa. Junto com seu capanga Kaixão, ele terá que lidar com uma denúncia ao seu esquema e com alguns problemas dentro de seu território, onde ele é a lei.” Segundo David, a intenção era trabalhar a questão de ética e moral, dentro de um ponto de vista pessoal. “Mostrar uma possível dualidade dentro de um conceito de justiça. A linha tênue entre o 'certo' e o 'errado'. E também, como pode ser perigosa a presença de um poder não legítimo”, explicou.
O amigo David mandou um depoimento bem sincero sobre as dificuldades de realização do curta. “A principal dificuldade foi a de equipamentos. Fizemos tudo apenas com uma câmera, e depois tivemos que conseguir um local para a edição. Além da falta de experiência dos produtores, diretores, atores (todos são as mesmas pessoas). Infelizmente o curta peca pela poluição visual não-intencional (com alguns "patrocínios"), uma oscilação no áudio e a falta de efeitos. Para mim de bom, além da nova experiência e da receptividade das pessoas de Nazaré da Mata, destaco no material, boas fotografias (principalmente a do cemitério), a trilha sonora e o contexto geral da história, que espero, tenha ficado claro e bom.”

Aqui está o curta. Deixe seu comentário.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Em Delhi me surpreendendo a cada segundo


Cylene Dworzak, especialmente da Índia para o Rodapé

Do quarto, no segundo andar do hotel, consigo ouvir as buzinas. Muitas delas. À primeira impressão tudo é esquisito por aqui. Já no desembarque, o controle de passaportes não tinha fila. Era um amontoado de gente em que não se sabia onde começava e onde terminava. O aeroporto de Delhi, na Índia, é pequeno para a quantidade de gente que transita por lá. Quando finalmente consegui chegar no guichê do controle, antes de carimbar meu passaporte o agente me pergunta: “In Brazil, are you christian?” Sem reação com a pergunta descabida, não consegui mentir, disse que não quase que imediatamente. Perguntou então se eu era muçulmana. Respondi que também não. O meu segundo não bastou pra que ele me olhasse com uma cara de “como-assim-minha-filha-?”. Me mediu, e então perguntou: “So, what your religion?” Fiquei sem saber o que dizer, de verdade.
Meu inglês escasso trava em situações de saia justa. A essas alturas, já com medo, não conseguia explicar que eu não tinha religião. Do outro lado da fila, meu padrasto viu minha cara de pastel gaguejando com o fiscal bigodudo e me perguntou o que estava acontecendo.
Me virei pra contar e ele me disse pra falar qualquer coisa pro cara. Mas já tinha sido sincera demais. Comecei uma discussão com meu padrasto e quando me virei de volta para o guichê pra tentar explicar novamente, o fiscal carimbava meu passaporte.
Provavelmente desistiu de saber a minha resposta. Deve ter me achado esquisita, pensei. Mas depois me toquei que a pergunta dele também não foi das mais normais. Nenhum fiscal de alfândega pergunta do nada qual a sua religião. Com certeza não queria bater papo enquanto conferia meu passaporte, mas também não tenho ideia de qual foi a intenção da pergunta.
Aos poucos, estou me habituando as esquisitices e aos excessos de buzinas, a quantidade de carros e o caos no trânsito, as roupas coloridas, muita gente nas ruas, muita pimenta nas comidas. Realmente outro mundo. Mas assim como nós achamos que estamos em outro mundo, eles também acham que viemos de outro planeta. Ocidentais aqui, principalmente mulheres, viram atração turística para os indianos.
Em um minuto, você está tirando foto de um monumento e quando vê, está cercada de indianos, todos observando curiosos, perguntando coisas e querendo tirar fotos com você. É assédio suficiente pra se sentir atriz de Bollywood. E no fim, acabamos percebendo que o esquisito por aqui, na verdade, somos nós.

Cylene Dworzak é jornalista e está na Índia atrás de uma bebida chamada Bhang, que é produzida através da folha da canabis. Enquanto não encontrar o tal do chá não volta pro Brasil. Durante sua busca, descobriu que, apesar de muito pobres, os indianos são muito felizes e acreditam piamente que o amor é capaz de mudar o mundo

Vencedores da Promoção Cultural Nota de Rodapé "Improvável"

Os vencedores escolhidos pelo próprio Tietê Campos que vão ganhar um par de ingressos para o espetáculo “Improvável – um espetáculo provavelmente bom.”, no teatro Anhembi Morumbi (Rua Dr. Almeida Lima, 1.134 – Mooca), em São Paulo, nos dias 26, 27 e 28 de novembro.

1º colocado, Kauana Miranda, São Paulo, SP com a pergunta: "Qual a sua opinião a respeito da troca de farpas entre globo x record? Existe alguém que esteja realmente exercendo a função jornalística de forma isenta?", receberá 01 par de ingressos para a estreia do espetáculo no dia 27-11-2009 (sexta-feira) no Teatro Anhembi Morumbi às 23h 30.

2º colocado, Flávia Ribeiro Simões, Osasco, São Paulo, com a pergunta, "Após algumas leituras em diversos meios de comunicação, entre eles a internet, podemos apreender que, em que pese a pobreza no Brasil tenha registrado queda desde 2006, ainda há 36,2 milhões de brasileiros vivendo com até R$ 125,00 por mês; que vivemos em um país que possui o segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul, ignorando aí o analfabetismo funcional. Diante desta explanação, o que apresentaria como sugestão prática e viável para maior número de pessoas com contato à rede que possibilita o acesso a toda a espécie de informação, a internet, e mais, a programas culturais em detrimento da própria alimentação diante de tal cenário?" receberá, 01 par de ingressos para o espetáculo no dia 28-11-2009 (Sábado) no Teatro Anhembi Morumbi às 23h 30.

3º colocado, Leandro Cavalcante Damascena, São Paulo, SP, com a pergunta: "O lançamento do filme do Lula em 2010 é uma jogada política para o PT e coligados continuarem governando esse país?" receberá, 01 par de ingressos para o espetáculo no dia 29-11-2009 (domingo) no Teatro Anhembi Morumbi às 21h.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estreia: Mãe em Surto # 1

O nome poderia ser “mãe moderna” como nomearam uma coluna minha uma vez. Mas aí é muito bonito, né? Mãe moderna é aquela fodona (desculpe, mas o primeiro mito a ser quebrado é o de que mãe não fala palavrão) que segura a bronca sozinha, educa seu filho de forma liberal, porém sabe colocar limites, leu todos os livros do Içami Tiba, é mãe solteira mas tem um ótimo relacionamento com o pai da criança (mentira), trabalha, faz pós, sustenta a casa e ainda é gostosa e tem 5 orgasmos por dia, manja? Não dá, definitivamente.
O que eu tenho visto nessa modernagem é um monte de mulheres surtadas, tentando equilibrar a bolinha no nariz, trabalhando, frilando, furando a academia quando dá, saindo por aí descabelada e quem sabe fazendo um sexo bem sucedido de vez em quando. Mas uma coisa tenho que admitir: a gente se diverte. E cria gerações cada vez mais incríveis.
Chuta daqui, defende dali e no final dá tudo certo. Por isso acho mais razoável e honesto chamar essa coluna de "mãe em surto." Por exemplo: neste exato momento, eu faço uma matéria sobre erotismo para mulheres para uma revista feminina, terminei outras quatro sobre alergia para um site de medicamentos, entrevisto um ninja por msn para o jornal para o qual trabalho e escrevo essa coluna. Ah, tenho que ligar na escola para renegociar o desconto do ano que vem e pegar a homeopatia no caminho de casa... Bem lembrado.

Andrea Dip é jornalista, mãe do Davi, pugilista e colecionadora de quadrinhos eróticos. Os prêmios que ganhou (como jornalista, não como mãe e muito menos como erótica) não serviram para nada, a não ser para receber elogios meia-boca de pessoas chatas com copos na mão. Ou seja: como todo brasileiro, ganha pouco, mas se diverte como pode.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Luiza Erundina ganha apoio em blogue

A ex-prefeita de São Paulo e atual deputada federal pelo PSB, Luiza Erundina, tem passado maus bocados desde que foi condenada a pagar uma dívida de R$ 350 mil aos cofres públicos por conta de uma condenação judicial – da qual não pode recorrer, está transitada em julgado – decorrente de um texto publicado no jornal Folha de S. Paulo em 1989, à época em que comandava a prefeitura da capital paulista.
No anúncio publicado no jornal a ex-prefeita defendia a greve nacional dos transportes, alegando, por exemplo, que os ônibus não deveriam sair da garagem para envitar que ficassem mais deteriorados do que já estavam. Alvo de uma Ação Popular (no mesmo ano de 1989) de um paulistano desgostoso com a atitude, Luiza teve, neste abril de 2009, ou seja, exatos 20 anos depois do ocorrido, todos os seus bens penhorados: o apartamento, o automóvel e 10% do salário que recebe como deputada federal. A ação impetrada pelo cidadão Gamez Nunes pede que Erundina devolva o dinheiro que a Prefeitura utilizou na publicação em que ela se posicionou favoravelmente ao movimento grevista. A deputada que tem a casa como único bem - o que por lei bloqueia a penhorabilidade - abriu mão desta prerrogativa para arcar com pequena parte da dívida.
O que parece piada pronta não é. A política honesta que pagando o pato de muitos desonestos. A Rede Brasil Atual com o repórter e colunista deste blogue, João Peres (Extremo Ocidente), noticiou o ocorrido. Disse Erundina que “jamais” poderá pagar essa dívida (corrigida pela inflação ao longo desses anos todos) e que sofre com preconceito por ser de esquerda. João Peres escreveu belo texto sobre o primeiro jantar de apoio para arrecadar verba – iniciativa dos amigos e que muito emocionou Luiza.
Agora, para dar sequencia, foi criado o Blog Luiza Apoio Você com os dados da conta da campanha e depoimentos dos apoiadores. Você também pode deixar o seu depoimento. Para os que puderem contribuir aí vai a conta: Banco do Brasil - Agência 4884-4 - Conta corrente 2009-5.

"Tem muito canalha lá"
Nunca me esqueço da entrevista na qual participei com Erundina, em que, emocionada, falou do povo e do quão delicada foi ao discorrer sobre o seu ex-partido, o PT. Certa altura da entrevista, realizada em 2007, quando perguntei sobre o congresso me respondeu: "O que a mídia transmite sobre o Congresso não é real. Ou real em parte, por que a mídia só projeta aquilo que é destrutivo para o poder, sobretudo a Câmara. Se há uma instituição na democracia burguesa mais representativa do povo, é a Câmara. Por isso que uma certa mídia faz campanha tão sistemática para destruir o poder, para com isso enfraquecer a democracia. A grande parte dessa mídia não tem compromisso com a democracia, porque não pagou por ela. Não podemos correr riscos, e a forma como uma certa mídia desmoraliza o Poder Legislativo... não obstante todos os canalhas que têm lá. E tem muito canalha lá, de todos os partidos. Mas eu valorizo tudo o que se produz de bom naquele Congresso e se produz muita coisa boa. Acompanhem as comissões temáticas, os seminários que se realizam, as audiências públicas, as discussões de projetos de iniciativa do governo, de iniciativa do próprio Congresso. Agora mesmo temos uma discussão riquíssima na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação Informática, sobre a revisão das normas de outorga e renovação de concessão." Erundina tem meu apoio e falo apenas por mim, não falo nem em nome deste blogue ou dos seus colunistas.

Ferréz: Cronista de um Tempo Ruim

O escritor e embaixador da periferia, morador do Capão Redondo, Ferréz, lança nesta terça-feira (24) o livro "Cronista de um Tempo Ruim", no auditório da Ação Educativa, rua General Jardim, 660, Vila Buarque, Centro. O livro é o primeiro de uma série do selo Povo, que o próprio Ferréz criou. Com 130 páginas será vendido a R$ 5,00, uma raridade no país dos livros caros. É a boa literatura a preços populares e com edição e acabamento da melhor qualidade.

Promoção Rodapé
A partir de agora todos os leitores deste blogue que se cadastrarem no "Boletim Rodapé" (ao lado) concorrem a um total de cinco livros (Cronista de um Tempo Ruim) autografados pelo escritor; eles serão sorteados no dia 5 de dezembro e o resultado divulgado no blogue no dia 6.

domingo, 22 de novembro de 2009

Discurso de Steve Jobs para a turma de formandos de 2005 em Stanford

Um homem que esteve perto de morrer e das figuras mais influentes do mundo na atualidade. O vídeo postado (parte 1 e 2) mostra o CEO da Apple em discurso para turma de formandos da Stanford, EUA. Gostei da terceira parte do que ele diz, sobre a Morte. Queria ter tido um discurso deste tipo na minha formatura. Vale a pena ver. A indicação do vídeo é do Vicente, estudande de jornalismo em Florianópolis.

Parte 1 e 2



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Trabalhadores da Flaskô contam sua história na tevê

O nome é esquisito, mas sua história é exemplar. A Flaskô é uma fábrica de materiais plásticos, localizada no município de Sumaré, na região de Campinas, e que desde 2003 está sob controle dos trabalhadores. Hoje, sexta da consciência negra, 20, na tevê fechada, no programa Conexões Urbanas do Canal Multishow será exibido um programa sobre a sua história, pouco conhecida do grande público. O recado é curto e grosso. "Como já devem imaginar, as lutas autênticas dos trabalhadores não têm espaço na mídia controlada pelo grande capital. Portanto, quando conseguimos cavar um espaço, por menor que seja - e mesmo sendo num horário difícil e em canal fechado - devemos buscar utilizar ao máximo", disse um dos coordenadores. Fica o convite para conhecer mais no site deles.

Lembrando
: hoje, 20/11 (Sexta-Feira feriado), no canal Multishow (TV a cabo), às 23:00 será exibido um programa (Conexões Urbanas) sobre a Flaskô. Horários alternativos: Sábado, 21/11 - 14h15 / Domingo, 22/11 - 8h30 / Segunda, 23/11 - 13h / Terça, 24/11 / 16h / Quarta, 25/11 - 5h30

Histórico
2003. 12 de junho. Após três meses de salários atrasados e na iminência do fechamento da empresa pelos patrões os trabalhadores da Flaskô que fabrica materiais plásticos em Sumaré, na Região Metropolitana de Campinas, ocuparam e assumiram o controle da fábrica. Estes trabalhadores lutam para manter as fábricas em funcionamento e garantir os postos de trabalho. A reivindicação é que o governo assuma o controle destas empresas, através da estatização.